segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Bancos Comunitários, moedas locais e regionais como instrumentos de desenvolvimento local

“...nada é mais difícil na sua preparação, mais duvidoso no êxito e mais perigoso nos seus efeitos que estar junto com pessoas que querem promover inovações. Porque essas pessoas terão como oponentes firmes aqueles que se beneficiam da situação anterior e terão frágeis defensores entre os que se beneficiariam da nova situação. Esta fragilidade se explica parcialmente, pelo medo dos adversários que tem a lei ao seu lado e parcialmente pela desconfiança das pessoas que não crêem em algo que ainda não foi experimentado na realidade”.
- Nicolo Machiavelli - O Príncipe 1513

Yves Cabannes, University College London

31 de Janeiro de 2011, 14.00, Sala Keynes, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Resumo

Frente à crise monetária mundial e às mudanças estruturais do sistema financeiro internacional que teve efeitos dramáticos sobre as economias locais e sobre as condições de vida dos mais necessitados, surgem experiências concretas e debates sobre a necessidade de criar moedas locais e regionais. A intenção é sempre a mesma: dinamizar as economias locais,em benefício dos produtores directos e dos mais necessitados.

 Depois de um breve resumo das mudanças estruturais do sistema financeiro internacional, o curso apresenta, um panorama mundial das evoluções recentes e das experiências mais  significativas de moedas regionais e locais. Não obstante, a criação de moedas locais não ser de forma alguma um tema recente, têm sido efectuadas diversas experiências, em várias partes do mundo, por exemplo durante a República Espanhola (1937 em particular), ou no município de Wörgl na Áustria dos anos 30, ou mais recentemente na Argentina, após a crise de 2001.

 Num segundo momento, a experiência do Banco Palmas no Conjunto Palmeira, Fortaleza, Brasil, será apresentada e analisada criticamente, a partir dos seus vários aspectos: moeda local, micro-créditos,empresas de economia social e solidária, clubes de trocas, cartão de crédito (Palma Card) local. Um balanço do impacto sobre o desenvolvimento económico e social do Conjunto Palmeira, dez anos depois do lançamento do Banco Palmas abrirá o momento do debate.

 O argumento central da apresentação é que a criação de moedas regionais e locais, emitidas por comunidades, ou por municípios está em expansão, e vai se expandir tremendamente nos próximos anos. Representam uma alternativa central para um desenvolvimento local justo e solidário.
Bibliografia de trabalho

Henk van Arkel Paulo Peixoto de Albuquerque Camilo Ramada Heloisa Primavera (org.), Onde está o dinheiro? Pistas para a construção do movimento Monetário Mosaico, Dacasa Editora, 183 pp, 2002,
http://redlases.files.wordpress.com/2008/02/pt2002_livroonde_esta_o_-dinheiro_hp.pdf

 La Jornada (en internet), Impulsan con el túmin la moneda comunitária en Espinal, Vera Cruz, IPS, publicado 30/12/2010. 2pp.

 Joaquim Melo, Banco Palmas...um caminho, Boletim Responsabilidade Social e Ambiental do sistema Financeiro, Ano 3, nº 29, Abril de 2008, Banco Central do Brasil.

 Fulana e fulano de tal, Santo de casa também faz milagre, foto novela do Banco Palmas, sd, 12 pp.

Leituras adicionais recomendadas 

- Bernard Lietaer et Margrit Kennedy, Monnaies régionales, de nouvelles voies vers une prospérité durable, Editions Charles-Léopold Mayer, 256 pages, 2008,  (français)

 Joaquim Melo, avec Elodie Bécu et Carlos de Freitas, Viva Favela ! Quand les démunis prennent leur destin en main, Editions Michel Lafon, 2009, 284 pp (français)

 Joaquim Melo e Sandra Magalhães, Banco Palmas ponto a ponto Bairros pobres, ricas soluções, Ed. Associação Conjunto Palmeiras, Fortaleza,115p, 2003.

 José Maria Santacreu Soler, La crisis monetaria española de 1937, Universidad de Alicante, 268 pp, 1986 (Español)

 Claire Cousin, Les frappés de  la monnaie locale, Le Monde magazine, 4 Décembre 2010, 4 pp (Français)

Nota biográfica

Yves Cabannes é actualmente Professor e membro da direcção da Development Planning Unit, na University College London. Entre 2004 e 2006 lecciona a cadeira de Planeamento Urbano na Harvard University Graduate School of Design. Professor visitante em diversas Universidades Europeias e Sul Americanas.

 De 1997 a 2003 foi Coordenador Regional do Programa de Gestão Urbana para a América Latina e Caraíbas da UN Habitat/PNUD. Anteriormente a assumir o cargo trabalhou durante dez anos no Nordeste do Brasil com várias ONG, Organizações Sociais de Base e Governos Locais em projectos de habitação de baixo custo, actividades de geração de rendimentos e de melhoria das condições habitacionais em comunidades pobres.

 É Coordenador de numerosos programas de Investigação e Investigação & Desenvolvimento em parceria com instituições asiáticas, sul americanas, africanas e árabes sobre temas relacionados com governação municipal e urbana: planeamento e orçamento participativos, redução da pobreza à escala municipal e práticas inovadoras de inclusão social, revitalização dos centros urbanos, micro-finanças de base comunitária, agricultura urbana, habitação de baixo custo e tecnologias adequadas ao desenvolvimento local.

 É membro activo da Sociedade Civil na área do desenvolvimento: presidiu ao UN Advisory Group on Forced Evictions (2004 -2010); é consultor senior e membro de diversas iniciativas e redes como a International Alliance of Inhabitants, a International RUAF Foundation, e Resource Centres for Urban Agriculture and Food Security.

 É especialista em Desenvolvimento e Planeamento Urbano, tendo completado estudos na ESSEC, Paris, e École des Ponts ParisTech,e o Doutoramento na Sorbonne.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Gap Between Rich And Poor Named 8th Wonder Of The World

http://www.theonion.com/articles/gap-between-rich-and-poor-named-8th-wonder-of-the,18914/

PARIS—At a press conference Tuesday, the World Heritage Committee officially recognized the Gap Between Rich and Poor as the "Eighth Wonder of the World," describing the global wealth divide as the "most colossal and enduring of mankind's creations."

"Of all the epic structures the human race has devised, none is more staggering or imposing than the Gap Between Rich and Poor," committee chairman Henri Jean-Baptiste said. "It is a tremendous, millennia-old expanse that fills us with both wonder and humility."

"And thanks to careful maintenance through the ages, this massive relic survives intact, instilling in each new generation a sense of awe," Jean- Baptiste added.

The vast chasm of wealth, which stretches across most of the inhabited world, attracts millions of stunned observers each year, many of whom have found its immensity too overwhelming even to contemplate. By far the largest man-made structure on Earth, it is readily visible from locations as far-flung as Eastern Europe, China, Africa, and Brazil, as well as all 50 U.S. states.


"The original Seven Wonders of the World pale in comparison to this," said World Heritage Committee member Edwin MacAlister, standing in front of a striking photograph of the Gap Between Rich and Poor taken from above Mexico City. "It is an astounding feat of human engineering that eclipses the Great Wall of China, the Pyramids of Giza, and perhaps even the Great Racial Divide."

According to anthropologists, untold millions of slaves and serfs toiled their whole lives to complete the gap. Records indicate the work likely began around 10,000 years ago, when the world's first landed elites convinced their subjects that construction of such a monument was the will of a divine authority, a belief still widely held today.

Though historians have repeatedly disproved such claims, theories still persist among many that the Gap Between Rich and Poor was built by the Jews.

"When I stare out across its astounding breadth, I'm often moved to tears," said Johannesburg resident Grace Ngubane, 31, whose home is situated on one of the widest sections of the gap. "The scale is staggering—it makes you feel really, really small."

"Insignificant, even," she continued.

While numerous individuals have tried to cross the Gap Between Rich and Poor, evidence suggests that only a small fraction have ever succeeded and many have died in the attempt.

Its official recognition as the Eighth Wonder of the World marks the culmination of a dramatic turnaround from just 50 years ago, when popular movements called for the gap's closure. However, due to a small group of dedicated politicians and industry leaders, vigorous preservation efforts were begun around 1980 to restore—and greatly expand—the age-old structure.

"It's breathtaking," said Goldman Sachs CEO Lloyd Blankfein, a longtime champion and benefactor of the rift's conservation. "After all we've been through in recent years, there's no greater privilege than watching it grow bigger and bigger each day. There may be a few naysayers who worry that if it gets any wider, the whole thing will collapse upon itself and take millions of people down with it, but I for one am willing to take that chance."

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

TechGnosis: Myth, Magic & Mysticism in the Age of Information

http://www.serpentstail.com/book?id=10690

Techgnosis uncovers the hidden mystical and religious impulses that animate our contemporary obsessions with media and technology. It is a wild ride, chock full of curious characters, esoteric information and visionary insights. The book tells the story of the alchemical origins of electricity, the occult dimension of computer games, and the Zen of cybernetics. It reminds us of the irrational, even dreamlike underside of our supposedly rational machines. Techgnosis was first published in 1998, and it is now a cult classic, one of the key texts of the media underground. It has been translated into five languages. This updated edition will feature a new afterword, placing the book in our moment.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Lost Science of Money - The Mythology of Money - The Story of Power

                                                            
Lost Science of Money - The Mythology of Money, The Story of Power Dr. Michael Hudson wrote:
"The history of money is critical to understanding the greatest problem the third millennium will face. Stephen Zarlenga's Lost Science of Money book provides the needed background for seeing the basic structural issues at work.”

sábado, 22 de janeiro de 2011

The Great Credit Contraction

Novos Paradigmas de Produção e Consumo - Experiências Inovadoras

A Fundação Banco do Brasil tem a satisfação de contribuir para a promoção do debate sobre novos paradigmas de produção e consumo, em parceria com o Instituto Polis. Entendemos que a presente publicação se relaciona com o conceito e a prática da Tecnologia Social, que busca o desenvolvimento sustentável, a melhoria de vida das pessoas, enfrentando, assim, o problema histórico da desigualdade social.

http://www.brasilautogestionario.org/desenvolvimento-local-sustentavel/14288/

É com esse entendimento que nos dedicamos a construir e reaplicar tecnologias sociais nas áreas de educação e de geração de trabalho e renda, contribuindo com o protagonismo de homens e mulheres que mudam o curso da história e promovem a mudança social de suas comunidades Brasil afora.

Nossa atuação tem como premissas o respeito cultural, o cuidado ambiental, a solidariedade econômica e o fortalecimento de comunidades que participam e fazem a transformação social. Para isso, a consolidação de parcerias estratégicas, nacionais e locais, tem se mostrado imprescindível para assegurar a efetividade de ações empreendidas com base em um novo marco de produção e consumo, centrado no desenvolvimento humano.Novos_Paradigmas_de_Producao_e_Consumo_-_Instituto_Polis                                                            

"I am because WE are and, since we are, therefore I am."
- John S. Mbiti