quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Porque é que é a política, e não a engenharia genética, que pode alimentar o mundo

http://stopogm.net/content/porque-a-politica-pode-resolver

2010/07/02 - Quer entender porque é que os preços dos alimentos explodiram por todo o mundo em 2007? E porque é que desceram para níveis mais razoáveis a partir de 2008? Sabia que as razões não têm nada a ver com abaixamentos de produção, ou aumentos na procura? E que a fome aumentou avassaladoramente no terceiro mundo? E que tudo decorreu de decisões políticas específicas que abriram o mercado de futuros agrícolas à especulação bolsista desenfreada? E, finalmente, que para eliminar as questões de fundo que nos voltarão a trazer novos pesadelos deste género no futuro basta tomar as medidas políticas adequadas? Para conhecer os detalhes, não deixe de ler esta análise esclarecedora fundamental:
How Goldman gambled on starvation

VII FORO POR UN MUNDO RURAL VIVO

Emblemáticos encuentros bianuales organizados por la Plataforma Rural para seguir avanzando todas aquellas personas que sabemos, que creemos y que constatamos que frente a esta crisis global, hay una salida que pasa por la ruralización de la economía. Que devolver vida a los pueblos está en nuestras manos y es posible. Para ello contaremos con un programa donde se combinará los debates y talleres, con ponencias y tertulias junto con diferentes actividades lúdicas y culturales. Programa provisional y Más información: http://www.nodo50.org/plataformarural/pdf/PROGRAMA_PROVISIONAL_VII_FORO.pdf

Fonte: http://www.diagonalperiodico.net/VII-Foro-por-un-Mundo-Rural-Vivo.html

sábado, 21 de agosto de 2010

Novo período negro de miséria… E tu?... - Aceita-lo?!...

Secção AIT-SP - Porto, comunicados

O governo anunciou, no passado domingo, 1 de Agosto, a entrada em vigor de vários cortes nos apoios sociais até aqui existentes.
Esses cortes atingem centenas de milhares de pessoas: trabalhadores de baixos rendimentos, desempregad@s, famílias com crianças, doentes e idosos a cargo e, em geral, todos os sectores mais carenciados da população.
Com tais medidas o governo pretende “poupar”cerca de 10% de tudo aquilo que ainda pretende “poupar” nos próximos tempos…
E como vai fazer para a “poupança” dos restantes 90% de “dinheiros públicos”que faltam?!... Será que vai cortar nos altos vencimentos de ministros, secretários de Estado, assessores e outros altos funcionários da administração pública central e local?... Será que vai cortar sobretudo nos fabulosos ganhos dos gestores e directores das grandes empresas e instituições bancárias?… Se tivermos em conta que têm sido e continuam a ser @s mais pobres, @s mais fragilizad@s, @s que têm menores rendimentos, a quem o governo tem ido buscar as suas “poupanças”, bem podemos substituir a palavra “poupança” por simples “ladroança”!
A partir de agora, pela mão do governo e com aplausos de todos os que o apoiam (ou dos que se lhe opõem apenas porque os querem vir a substituir na roubalheira…), famílias de desempregad@s, precári@s, inválid@s, reformad@s e outras pessoas até aqui apoiadas pela dita “Segurança Social” - por necessidade extrema, para poderem sobreviver – irão dormir para as ruas e irão engrossar as filas d@s que esperam comida nas carrinhas e refeitórios caritativos. Porque a dita “Segurança Social” diz…”não ter dinheiro”…

O QUE FAZER ENTÃO?...

Decerto que importa denunciar a hipocrisia e o cinismo – que não podiam ser maiores! – dos discursos eleitorais e das “lágrimas de crocodilo” de governantes e responsáveis de “fogos de vista” – como a comemoração do “ano europeu de combate à pobreza e exclusão social”…
Decerto que é legítimo indignar-se pela perversidade e sadismo dos governantes – que vêm agora retirar apoios sociais antes disponíveis para @s mais necessitad@s, e que continuam a afirmar-se pelo “estado previdência”!...
É - e será sempre - legítimo denunciar a cobardia, a mentira, a prepotência, a imoralidade e a injustiça dos que se julgam eternamente impunes no alto dos seus previlégios e que têm o desplante de tentar roubar o direito à vida precisamente aos sectores mais fragilizados da população, que pensam não lhes poder fazer frente – porque dependentes de uma assistência que não liberta mas condiciona e subjuga e de um Estado que ao menor sobressalto vomita “políticas sociais” desnorteadas, acreditando ser eterno e intocável…

Mas, denunciar e indignar-se à mesa do café ou em privado em casa já não basta!

Organizar-se, sair à rua, ocupar e boicotar os espaços de mentira e de “roubo social”, mostrar a nossa revolta não só é absolutamente necessário como urgente!

Apelamos a tod@s @s atingid@s por estas medidas a que se não deixem amedrontar – isso é o que os “cães grandes” querem ! – e às outras, sensíveis a este actual flagelo ( anti-)social e verdadeiramente solidárias, a que se comprometam com as causas d@s desempregad@s, precári@s, sem-abrigo e de tod@s @s “excluíd@s” em geral de forma a organizarmo-nos em grupos de acção solidária popular, que dinamizem assembleias populares nos meios de maior pobreza e desemprego – assembleias livres, funcionando em democracia directa, onde tod@ e qualquer afectad@ pelos problemas actuais – ou com ela/es solidári@ - possa ter a palavra, para ajudar a promover e organizar a contestação, a recusa e o boicote – pelos meios que cada assembleia local decidir serem os mais eficazes – de forma a travarmos estes autênticos roubos oficiais.

BASTA! NÃO AO CONFORMISMO ! NÃO Á MISÉRIA! NÃO AO ROUBO SOCIAL!
CHEGA DE REPRESENTANTES E REPRESENTAÇÕES ! ACÇÃO DIRECTA POPULAR!
PORTO, 3 DE AGOSTO DE 2010

Comunicado conjunto de:
- Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es – Secção Portuguesa - Núcleo Porto (sovaitporto@gmail.com) SOV-Sindicato de Ofícios Vários – Porto - 967684816
- MPDP - Movimento Popular de Desempregad@s e Precári@s – PORTO (mpdp.porto@gmail.com)

Fonte: http://pimentanegra.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Anatomy of an Epidemic

Magic Bullets, Psychiatric Drugs, and the Astonishing Rise of Mental Illness in America
Written by Robert Whitaker
 
In this astonishing and startling book, award-winning science and history writer Robert Whitaker investigates a medical mystery: Why has the number of disabled mentally ill in the United States tripled over the past two decades? Every day, 1,100 adults and children are added to the government disability rolls because they have become newly disabled by mental illness, with this epidemic spreading most rapidly among our nation’s children. What is going on?

Anatomy of an Epidemic challenges readers to think through that question themselves. First, Whitaker investigates what is known today about the biological causes of mental disorders. Do psychiatric medications fix “chemical imbalances” in the brain, or do they, in fact, create them? Researchers spent decades studying that question, and by the late 1980s, they had their answer. Readers will be startled—and dismayed—to discover what was reported in the scientific journals.

Then comes the scientific query at the heart of this book: During the past fifty years, when investigators looked at how psychiatric drugs affected long-term outcomes, what did they find? Did they discover that the drugs help people stay well? Function better? Enjoy good physical health? Or did they find that these medications, for some paradoxical reason, increase the likelihood that people will become chronically ill, less able to function well, more prone to physical illness?

This is the first book to look at the merits of psychiatric medications through the prism of long-term results. Are long-term recovery rates higher for medicated or unmedicated schizophrenia patients? Does taking an antidepressant decrease or increase the risk that a depressed person will become disabled by the disorder? Do bipolar patients fare better today than they did forty years ago, or much worse? When the National Institute of Mental Health (NIMH) studied the long-term outcomes of children with ADHD, did they determine that stimulants provide any benefit?

By the end of this review of the outcomes literature, readers are certain to have a haunting question of their own: Why have the results from these long-term studies—all of which point to the same startling conclusion—been kept from the public?

In this compelling history, Whitaker also tells the personal stories of children and adults swept up in this epidemic. Finally, he reports on innovative programs of psychiatric care in Europe and the United States that are producing good long-term outcomes. Our nation has been hit by an epidemic of disabling mental illness, and yet, as Anatomy of an Epidemic reveals, the medical blueprints for curbing that epidemic have already been drawn up.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Decrescimento - Brasil: Oito Mudanças Necessárias

Segundo Serge Latouche, em seu Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno, a revolução exigida para a construção de uma sociedade autônoma do decrescimento necessita de oito mudanças interdependentes e que se reforçam mutuamente. Esse autor sintetiza essas mudanças num "circulo virtuoso" de oito "erres", quais sejam:

REAVALIAR:  O altruismo deveria prevalecer sobre o egoísmo, a cooperação sobre a competição desenfreada, o prazer pelo lazer e o éthos do jogo sobre a obsessão do trabalho, a importância da vida social sobre o consumo ilimitado, o local sobre o global, a autonomia sobre a heteronomia, o gosto pela bela obra sobre a eficiência produtivista, o sensato sobre o racional, o relacional sobre o material, etc (...) Convêm passar de uma crença na dominação da natureza para a busca de uma inserção harmoniosa. Substituir a atitude do predador pela do jardineiro. "Preocupação com a verdade, senso de justiça, responsabilidade, respeito da democracia, elogio da diferença, dever de solidariedade, vida espiritual: eis os valores que devemos reconquistar a qualquer preço, pois são a base de nosso florescimento e nossa salvaguarda para o futuro" (Cornelius Castoriadis).    

RECONCEITUAR:  A mudança de valores acarreta outro olhar sobre o mundo e, portanto, outra maneira de apreender a realidade. Re-conceituar impõe-se, por exemplo, para os conceitos de riqueza/pobreza, mas também para o par escassez/abundância. Como bem mostraram Ivan Illich e Jean-Pierre Dupuy, a economia transforma a abundância natural em escassez pela criação artificial da falta da necessidade mediante a apropriação da natureza e sua mercantilização.

REESTRUTURAR: Significa adaptar o aparelho produtivo e as relações sociais em função da mudança de valores. O que está em questão aqui é a orientação para uma sociedade de decrescimento. Isso coloca a questão concreta da saída do capitalismo e da transformação de um aparelho produtivo que tem de se adaptar à mudança de paradigma. Por exemplo, a conversão das fábricas de automóveis em fábricas para fazer aparelhos de recuperação de energia por cogeração.

REDISTRIBUIR: Compreende a distribuição das riquezas e o acesso ao patrimômio natural, tanto entre o Norte e o Sul, como dentro de cada sociedade, entre as classes, as gerações e os indivíduos.

RELOCALIZAR: Significa produzir localmente, no que for essencial, os produtos destinados à satisfação das necessidades da população, em empresas locais financiadas pela poupança coletada localmente. A relocalização não deve ser apenas econômica. A política, a cultura, o sentido da vida é que devem recuperar sua ancoragem territorial.  Isso implica que toda decisão econômica, política e cultural que possa ser tomada em escala local deve ser tomada localmente.

REDUZIR: Significa, em primeiro lugar, diminuir o impacto sobre a biosfera de nossos modos de produzir e de consumir. Trata-se inicialmente, de limitar o consumo excessivo e o incrível desperdício de nossos hábitos. Outras reduções são desejáveis, desde os riscos sanitários, do turismo em massa até a dos horários de trabalho.

REUTILIZAR/RECICLAR: Significa aumentar ao máximo o tempo de uso dos materiais, bens, compostos e equipametos, combatendo a absolescência programada, e reciclar os resíduos não reutilizáveis diretamente.

No centro do circulo virtuoso da revolução  cultural dos oito "erres" está um "'erre" que pode ser encontrado em cada um deles: resistir. 

Chalmers Johnson - Dismantling the Empire: America's Last Best Hope

http://us.macmillan.com/dismantlingtheempire

Chalmers Johnson, president of the Japan Policy Research Institute, is the author of the bestselling books Blowback, The Sorrows of Empire, and Nemesis, which make up his Blowback Trilogy. He has written for the Los Angeles Times, the London Review of Books, Harper's Magazine, The Nation, and TomDispatch.com. He lives near San Diego, California.

The author of the bestselling Blowback Trilogy reflects on America's waning power in a masterful collection of essays

In his prophetic book Blowback, published before 9/11, Chalmers Johnson warned that our secret operations in Iraq and elsewhere around the globe would exact a price at home. Now, in a brilliant series of essays written over the last three years, Johnson measures that price and the resulting dangers America faces. Our reliance on Pentagon economics, a global empire of bases, and war without end is, he declares, nothing short of "a suicide option."

Dismantling the Empire explores the subjects for which Johnson is now famous, from the origins of blowback to Barack Obama's Afghanistan conundrum, including our inept spies, our bad behavior in other countries, our ill-fought wars, and our capitulation to a military that has taken ever more control of the federal budget. There is, he proposes, only one way out: President Obama must begin to dismantle the empire before the Pentagon dismantles the American Dream. If we do not learn from the fates of past empires, he suggests, our decline and fall are foreordained. This is Johnson at his best: delivering both a warning and an urgent prescription for a remedy.

Visit: http://www.americanempireproject.com/

Redefinir a la baja la prosperidad

Paul KrugmanEl País

Empiezan a darme mala espina las perspectivas para los trabajadores estadounidenses, pero no por los motivos que se imaginan, o al menos no del todo.

Sí, el crecimiento está ralentizándose, y es probable que en los próximos meses el paro aumente en vez de caer. Eso es malo. Pero lo peor son las pruebas cada vez más numerosas de que a nuestra élite gobernante no le importa, que el nivel de precariedad económica en su día impensable está convirtiéndose en la nueva normalidad.

Y me preocupa que quienes ocupan el poder, en lugar de responsabilizarse de la creación de empleo, declaren en breve que el elevado desempleo es estructural, un elemento permanente del paisaje económico, y que, al condenar a gran cantidad de estadounidenses a un paro a largo plazo, conviertan esa excusa en una triste realidad.

No hace mucho, cualquiera que pronosticase que uno de cada seis trabajadores estadounidenses estaría pronto en el paro o subempleado, y que el parado medio llevaría sin trabajo 35 semanas, habría sido tachado de peregrinamente pesimista, en parte porque, si ocurriera algo parecido, los políticos moverían todos los hilos para generar empleo.

Pero ahora ha ocurrido, ¿y qué vemos?

En primer lugar, vemos al Congreso cruzado de brazos, y a republicanos y demócratas conservadores negándose a gastar nada para crear puestos de trabajo y poco dispuestos incluso a mitigar el sufrimiento de los parados.

Nos dicen que no podemos permitirnos ayudar a los desempleados, que debemos reducir el déficit presupuestario de inmediato o los vigilantes de bonos pondrán por las nubes los costes de los préstamos en EE UU. Algunos hemos intentado señalar que esos vigilantes de bonos son, que se sepa, producto de la imaginación de los halcones del déficit; lejos de huir de la deuda estadounidense, los inversores la han comprado con avidez, bajando los tipos de interés a niveles históricos. Pero los pájaros de mal agüero no se inmutan: luchar contra el déficit, insisten, debe tener prioridad sobre todo lo demás; es decir, todo excepto las rebajas fiscales para los ricos, que deben ampliarse, por muchos números rojos que generen.

La cuestión es que a gran parte del Congreso -lo bastante numerosa como para bloquear cualquier medida para crear empleo- le preocupa mucho los impuestos del 1% más rico de la población, pero muy poco la apremiante situación de los estadounidenses que no encuentran trabajo.

Y si el Congreso no actúa, ¿qué pasa con la Reserva Federal? Al fin y al cabo, se supone que esta persigue dos objetivos: el pleno empleo y la estabilidad de los precios, definida normalmente como un índice de inflación en torno al 2%. Puesto que el desempleo es muy elevado y la inflación está muy por debajo de su objetivo, cabría esperar que la Reserva tomara medidas agresivas para impulsar la economía, pero no lo está haciendo.

Es cierto que la Reserva ya ha pisado el acelerador a fondo en un aspecto: los tipos de interés a corto plazo, su herramienta política habitual, rondan el cero. Aun así, Ben Bernanke, el presidente de la Reserva Federal, nos ha asegurado que tiene otras opciones, como conservar valores con respaldo hipotecario y la promesa de mantener bajos los tipos a corto plazo. Y un amplio número de estudios indica que la Reserva podría dar un empujón a la economía comprometiéndose a mantener la inflación por encima del 2%.

Pero la Reserva no ha hecho nada de eso. Por el contrario, algunas autoridades están redefiniendo a la baja el éxito.

Por ejemplo, la semana pasada, Richard Fisher, presidente del Banco de la Reserva Federal de Dallas, sostenía que el organismo no es responsable de la debilidad de la economía, que atribuía a la incertidumbre de las empresas respecto a las normativas futuras, una idea popular en círculos conservadores pero que choca de bruces con la realidad. Efectivamente, su manera de responder al hecho de que la Reserva no haya alcanzado una de sus dos metas principales ha sido quitar uno de los palos de la portería.

Luego quitó el otro palo, al establecer que el objetivo de la Reserva no es una inflación en torno al 2%, sino “mantener la inflación extremadamente baja y estable”.

En resumen, todo va bien. Y yo presiento -al haber visto ya esta película en Japón- que cuando los precios empiecen a caer, si es que caen, cuando la inflación por debajo de su objetivo se convierta en deflación, algunas autoridades de la Reserva dirán que eso también está bien.

¿Adónde nos lleva este camino? Esto es lo que yo considero más probable: dentro de dos años, el desempleo será extremadamente elevado, muy posiblemente más que ahora. Pero, en lugar de responsabilizarse de resolver la situación, políticos y autoridades de la Reserva declararán que el alto desempleo es estructural y que está más allá de su control. Y, como decía, puede que con el tiempo estas excusas se conviertan en una profecía que acaba cumpliéndose, ya que los parados pierden sus cualificaciones y sus conexiones con la población activa y son más difíciles de contratar.

Me gustaría creer que la indignación ciudadana impedirá este desenlace. Pero, aunque los estadounidenses desde luego están enojados, su enfado no va dirigido a nadie en particular. Y por eso me preocupa que nuestra élite gobernante, a la cual no le interesan demasiado los parados, permita que la caída del empleo continúe.

Fonte: http://www.attac.es/redefinir-a-la-baja-la-prosperidad/

© 2010 New York Times News Service. Traducción de News Clips.