domingo, 9 de maio de 2010

Nacimiento del Cooperativismo

En 1844, un grupo de obreros ingleses creó una organización cooperativa de carácter legal, con los aportes de sus integrantes. El 24 de octubre de 1844 crearon el primer Almacén Cooperativo en la Ciudad de Rochdale, Inglaterra, considerado hoy como el origen de este tipo de entidades (si bien han existido otros intentos anteriores). Estaba formado por 28 tejedores desocupados de la fábrica de tejido de Rochdale, por haber participado de una huelga, y aportaron como capital a la nueva Sociedad la cantidad de 28 peniques cada uno. Hoy son conocidos como "Los Pioneros de Rochdale". 

Los Pioneros se auto impusieron reglas que debían respetar rigurosamente y que fueron una de las causas de su éxito. Crearon una carta que establecía los pasos que guiarían a la organización. Así nació el cooperativismo organizado. Sus principios, fundamentados en genuinos ideales de solidaridad, fueron asentados en la "Carta de Cooperación" que Carlos Horteserth, paladín de este fundación, presentó ante las Cámaras de los Comunes:
  • La cooperación completa la economía política al organizar la distribución de la riqueza.
  • No afecta la fortuna de nadie.
  • No trastorna la sociedad.
  • No molesta a los hombres del Estado.
  • No constituye una asociación secreta.
  • No quiere ninguna violencia.
  • No causa ningún desorden.
  • No ambiciona honores.
  • No reclama favores.
  • No pide privilegios especiales.
  • No trata con holgazanes. 
  • No busca ayuda oficial.
  • Siente horror por los monopolios y los combate sin cesar.
  • Desea la concurrencia seria y honesta en la cual se ve el alma de todo progreso de verdad; significa la responsabilidad personal, la iniciativa personal y la participación es ese prestigio que el trabajo y el pensamiento saben conquistar.
Estas reglas fueron revisadas por la Alianza Cooperativa Internacional en 1937. En 1966 se agregó una redacción adecuada a los nuevos tiempos, a través de los siguientes principios:
  • Adhesión libre y voluntaria. 
  • Organización democrática. 
  • Limitación del interés al capital. 
  • Distribución de excedentes entre asociados en proporción a sus operaciones. 
  • Promoción de la educación. 
  • Integración cooperativa.
Finalmente, en 1995, el Congreso de la ACI, realizado en Manchester, Inglaterra, aprobó 7 nuevos principios:
  • Adhesión voluntaria y abierta.
  • Gestión democrática por parte de los asociados.
  • Participación económica de los asociados.
  • Autonomía e Independencia.
  • Educación, formación e información.
  • Cooperación entre cooperativas.
  • Interés por la comunidad.

sábado, 8 de maio de 2010

ECONOMIA, ÉTICA, NATUREZA E SUSTENTABILIDADE

Seminário
SÁBADO 5 DE JUNHO, 14:30
Lisboa, na Biblioteca-Museu República e Resistência

Coorganizado por:
Edições Sempre-em-Pé, Biblioteca-Museu República e Resistência
e Sociedade de Ética Ambiental

Com a recente, e para muitos inesperada, grande crise económica e financeira, o tema das relações entre economia e sustentabilidade, de prioritário que já era, tornou-se crucial.

Qualquer cidadão que deseje um futuro saudável e seguro para si, e para seus filhos e netos, pressente hoje  que é necessária uma revisão e talvez reformulação da forma como as sociedades humanas produzem os bens de que necessitam e utilizam os recursos naturais, o que implica abandonar o paradigma do desperdício, da contaminação e da destruição imprevidente dos solos, do território, da água.

Este seminário, de carácter introdutório, tem em vista apresentar pistas de informação e reflexão que possam ajudar a criar, nas cidades e fora delas, uma economia de facto mais «economizadora» de recursos, numa renovada perspectiva ética, que não ignore os deveres da sociedade para com a Terra e para com as gerações futuras.
           
A cada participante será entregue um certificado de participação.
LOCAL
ORGANIZAÇÃO

Biblioteca-Museu República e Resistência:
http://republicaresistencia.cm-lisboa.pt/

Sociedade de Ética Ambiental:
ambientesea@gmail.com

Edições Sempre-em-Pé:
http://www.sempreempe.pt/

Seminário Economia, Ética, Natureza e Sustentabilidade

SEGUNDA 17 DE MAIO, 15:00
Local: A1 (Auditório 1), Universidade Católica (Foz - Porto)

Coorganizado por:
Edições Sempre-em-Pé e Faculdade de Economia e Gestão da UCP - CRP

SÁBADO 5 DE JUNHO, 14:30
Lisboa, na Biblioteca-Museu República e Resistência

Coorganizado por:
Edições Sempre-em-Pé, Biblioteca-Museu República e Resistência
e Sociedade de Ética Ambiental

http://www.sempreempe.pt/

Com a recente, e para muitos inesperada, grande crise económica e financeira, o tema das relações entre economia e sustentabilidade, de prioritário que já era, tornou-se crucial.

Qualquer cidadão que deseje um futuro saudável e seguro para si, e para seus filhos e netos, pressente hoje que é necessária uma revisão e talvez reformulação da maneira como as sociedades humanas produzem os bens de que necessitam e como utilizam os recursos naturais, o que implica abandonar o paradigma do desperdício, da contaminação e da destruição imprevidente dos solos, do território, da água.

Este seminário, de carácter introdutório, tem em vista apresentar pistas de informação e reflexão que possam ajudar a criar, nas cidades e fora delas, uma economia de facto mais «economizadora» de recursos, numa renovada perspectiva ética, que não ignore os deveres da sociedade para com a Terra e para com as gerações futuras.

A cada participante será entregue um certificado de participação

PROGRAMA DO SEMINÁRIO

Segunda, 17 de Maio

15:00 - Recepção dos participantes

15:30 - PAINEL: PENSAMENTO ECONÓMICO, CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA, ÉTICA E AMBIENTE

17:00 - PAUSA SEGUIDA (15:20) DE DEBATE EM TRÊS GRUPOS OPCIONAIS

• Opção 1 - Situação global, instituições financeiras e económicas mundiais, perspectivas.

• Opção 2 - Revitalização económica local: exemplos, propostas, problemas.

• Opção 3 - Cidades Sustentáveis: condições e implicações económicas e financeiras.

Importante: os grupos terão número idêntico de participantes; não é pois possível garantir que o inscrito seja integrado no grupo da sua primeira opção; ao inscrever-se, o participante deve assim indicar como opção uma das seguintes ordens de prioridade: A - Grupo 1/Grupo 2/Grupo 3. B - Grupo 1/Grupo 3/ Grupo 2. C - Grupo 2/ Grupo 1/ Grupo 3. D - Grupo 2/ Grupo 3/Grupo 1. E - Grupo 3/ Grupo 1/ Grupo 2. F - Grupo 3/ Grupo 2/ Grupo 1.

18:45 - PARTILHA DE CONCLUSÕES EM PLENÁRIO E DEBATE

19:25 - Encerramento

ORADORES DO PAINEL/PERFIS

Conceição Soares: Professora auxiliar da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, Porto. Tem interesses de investigação e publicações na área da ética aplicada. Doutorada em Filosofia pelo Institute for Environment, Philosophy and Public Policy, Lancaster University (UK) na área da responsabilidade social da empresa, e mestre em filosofia contemporânea, pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi investigadora no centro de estudos aplicados da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, na área da ética empresarial. Realizou projectos para o Forum de Administradores de Empresas, e participou em vários seminários e conferências em assuntos relacionados com a ética económica e empresarial.

Helena Ferreira: Formação-base em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Especialização em ambiente e planeamento urbano sustentável. Ampla experiência em coordenação de projectos na área industrial/empresarial. Nos últimos sete anos, tem cooperado em projectos directamente ligados ao poder local, na temática do desenvolvimento sustentável. Prestou serviços de direcção e coordenação técnica em dezenas de projectos concelhios em Portugal e na Galiza na área da sustentabilidade, junto das principais autarquias da Região Norte. Direcção técnica das Agendas 21 Local dos municípios pertencentes ao Eixo Atlântico. Coordenou o projecto Nordeste 21-Agenda 21 Local no Nordeste Transmontano. Tem também tido intervenção na área da sustentabilidade em matéria energética e de alterações climáticas. É autora do projecto INOVARURAL.

Nuno Martins: Ensina e investiga nas áreas da Metodologia da Economia, da História do Pensamento Económico e da Economia do Desenvolvimento. Recebeu o prémio «Emanuel Miller» na área da Filosofia da Ciência, atribuído pelo St. John's College, Universidade de Cambridge, pelo ensaio «Rules, Social Ontology and Collective Identity», em 2005, e o prémio «Helen Potter», atribuído pela Association for Social Economics ao melhor artigo publicado por um jovem investigador na Review of Social Economy, pelo artigo «Realism, Universalism and Capabilities», em 2007. É membro da Human Development and Capability Association e do Cambridge Social Ontology Group. Co-editou o livro Contributions to Social Ontology, e publicou em revistas científicas internacionais como o Cambridge Journal of Economics, a Review of Political Economy ou a Review of Social Economy.

Henrique Augusto Schwarz da Silva: Licenciado em Economia pela Universidade de Paris. Mestrado em Gestão de Sistemas (Universidade de Alcala, Alcala de Henares). Professor convidado do Curso de Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa (Faculdade de Ciências e Tecnologia) - Economia do Ambiente - 1981-1983. Professor convidado do Curso de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior Técnico de Lisboa - Economia do Ambiente - 1996-2000. Diversas colaborações com instituições na área do ambiente (Universidades, associações, organismos do Estado). Textos editados: Cooperativas de Portugal, Anuario de Estudios Cooperativos, Universidad de Bilbao, 1994; Perspectivas Ecológicas em Economia - Ed. Celta, Lisboa, 2005; Consultor da FAO em Angola - 1990; ex-Membro do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) - 1998-2008 e da Comissão Directiva da Rede Europeia de Conselhos do Ambiente (EEAC); Vogal do Conselho de Administração da Lisboa E-Nova (Agência Municipal de Energia) - desde 2007.

João Seixas: Investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS). Coordenou a elaboração de diversos estudos sectoriais elaborados para a Câmara Municipal de Lisboa da Colecção Estudos Urbanos - Lisboa XXI.
 Doutorado em Geografia Urbana pela Univ. Autónoma de Barcelona, Mestre em Urban Planning na London School of Economics and Political Science. Professor e consultor, tem coordenado diversos projectos de investigação conceptual e aplicada, em diversas dimensões da contemporaneidade urbana:
a) Novos Paradigmas e Novas Dinâmicas de Desenvolvimento Socioeconómico e Cultural nas Cidades;
b) Tendências na Política e nas Sociedades das Cidades e Metrópoles Portuguesas e Europeias;
c) Potencialidades e Constrangimentos nas Estruturas de Governação Urbana e de Planeamento. Tem editados vários textos e trabalhos nestas áreas, em diferentes tipos de publicações. Exerce ainda actividade cívica no âmbito do associativismo local e cultural, da qualificação das cidades e da sua governação. Publicações mais recentes, veja http://cartaestrategica.cm-lisboa.pt/index.php?id=430

Maria José Varandas Martins da Silva: Mestre em Filosofia da Natureza e Ambiente. Vice-Presidente da Sociedade de Ética Ambiental. Publicações: artigos em revistas e em obras na área de ambiente. Coordenação com C. Beckert da Antologia Éticas e Políticas Ambientais (Centro de Filosofia da FLUL). Publicou o livro Ambiente: Uma Questão de Ética, editado por Esfera do Caos, Lisboa, 2009

Sandro Mendonça: M.Sc. in Science & Technology Policy, SPRU, Universidade de Sussex; Assistente do Departamento de Economia do ISCTE; Investigador do Economics Research Center (ERC) - UNIDE e do DINÂMIA - Centro de Estudos sobre Mudança Socioeconómica; Principais áreas de investigação e ensino: Economia da Inovação, Competitividade Tecnológica e Comercial, Prospectiva Estratégica. Principais publicações e actividades de investigação académica: veja
http://mepii.de.iscte.pt/Sandro_Mendonca.htm

Fonte: http://pimentanegra.blogspot.com/

Decrescimento económico socialmente sustentável

Autoria: Joan Martinez Alier* (Autor Principal), Joshua Farley (Editor de Assunto), 2009. «Herman Daly Festschrift: Socially Sustainable Economic Degrowth», in Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland (Washington, D. C. : Environmental Information Coalition, National Council for Science and the Environment, 2009.

Traduzido por José Carlos Marques, a partir do original disponível em:
http://www.eoearth.org/article/Herman_Daly_Festschrift:_Socially_Sustainable_Economic_Degrowth

* Professor de Economia e História Económica na Universitat Autònoma de Barcelona. É autor de várias publicações tais como «Ecological Economics: Energy, Environment and Society» (1987) e «The Environmentalism of the Poor: A Study of Ecological Conflicts and Valuation» (2002). Foi presidente da International Society for Ecological Economics.

A crise económica de 2008-2009 oferece a oportunidade de colocar a economia dos países ricos numa diferente trajetória, no que concerne os fluxos de energia e de materiais.

Antes de 2008, as emissões mundiais de dióxido de carbono cresciam 3 por cento ao ano, e prevê-se que atingiríamos 450 ppm (partes por milhão) em 30 anos. As emissões de dióxido de carbono atingiram um «pico» em 2007. Chegou a hora de uma transição socioeconómica permanente que baixe os níveis de uso de energia e de materiais, incluindo o decréscimo de AHPPL (AHPPL: apropriação humana de produção primária líquida). A crise pode abrir também a oportunidade de uma reestruturação das instituições sociais. O objetivo nos países ricos deveria ser o de viver bem sem o imperativo de crescimento económico.

Além disso, estaremos a caminho de uma redução da população mundial quando esta chegar ao pico dos 8 mil (ou 8,5 mil) milhões, reduzindo assim a pressão sobre os recursos e vazadouros (sinks) na segunda metade do século XXI.

O apoio explícito de Georgescu-Roegen, em 1979, ao conceito de decrescimento (Grinevald and Rens, 1979), as perspetivas de Herman Daly sobre o estado estacionário (steady-state) desde o início dos anos 1970, o êxito de Serge Latouche em França e na Itália, na última década, ao insistir no decrescimento económico (Latouche, 2007), prepararam o terreno. Chegou o momento, nos países ricos, de um decrescimento económico socialmente sustentável reforçado por uma aliança com o «ambientalismo dos pobres» no hemisfério sul.

Anexo: MartinezAlier_Decrescimento.pdf

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Managed Democracy and the Specter of Inverted Totalitarianism

Democracy is struggling in America--by now this statement is almost cliché. But what if the country is no longer a democracy at all? In Democracy Incorporated, Sheldon Wolin considers the unthinkable: has America unwittingly morphed into a new and strange kind of political hybrid, one where economic and state powers are conjoined and virtually unbridled? Can the nation check its descent into what the author terms "inverted totalitarianism"?

Wolin portrays a country where citizens are politically uninterested and submissive--and where elites are eager to keep them that way. At best the nation has become a "managed democracy" where the public is shepherded, not sovereign. At worst it is a place where corporate power no longer answers to state controls. Wolin makes clear that today's America is in no way morally or politically comparable to totalitarian states like Nazi Germany, yet he warns that unchecked economic power risks verging on total power and has its own unnerving pathologies. Wolin examines the myths and mythmaking that justify today's politics, the quest for an ever-expanding economy, and the perverse attractions of an endless war on terror. He argues passionately that democracy's best hope lies in citizens themselves learning anew to exercise power at the local level.

Democracy Incorporated
is one of the most worrying diagnoses of America's political ills to emerge in decades. It is sure to be a lightning rod for political debate for years to come.

Reviews:

"If democracy means more than occasional elections and protection of those rights that are compatible with economic and political elites' interests, Wolin's analysis of our democratic predicament is shocking, solid, and fundamentally correct."--C.P. Waligorski, Choice

"Of the many books I've read or skimmed in the past seven years that attempted to get inside the social and political debacles of the present, none has had the chilling clarity and historical discernment of Sheldon S. Wolin's Democracy Incorporated. Building on his fifty years as a political theorist and proponent of radical democracy, Wolin here extends his concern with the extinguishing of the political and its replacement by fraudulent simulations of democratic process."--Jonathan Crary, Artforum

"[W]e need to understand the deep roots of our present troubles ourselves and Wolin's book is an excellent beginning."--Toby Grace, Out in Jersey

"Sheldon Wolin has produced an ambitious and broad-ranging book that examines the current state of democracy in America. . . . Wolin argues that the unquestioned faith in the virtues of free market capitalism has dramatically narrowed the range of policy options that are on the table when debate turns to resolving the US's ills. . . .[T]his is a trenchant and powerful volume."--Alex Waddan, International Affairs

Endorsements:

"With his fundamental grasp of political theory and restless spirit to get at the essence of what threatens modern democracy, Wolin demonstrates that the threats to our democratic traditions and institutions are not always from outside, but may come from within. It is a book that policymakers and scholars of contemporary society should read and reflect upon."--Rakesh Khurana, Harvard Business School, author of From Higher Aims to Hired Hands
"Political language... is designed to make lies sound truthful and murder respectable, and to give an appearance of solidity to pure wind. "
- George Orwell

George Steiner in " Os livros que não escrevi"

"(...) A democracia sob a sua versão populista e tecnocrática, transformou-se no direito de fazer dinheiro e sempre mais dinheiro para além de toda a necessidade racional e de toda a dignidade humana. Daí o desencanto muitas vezes violento dos jovens e a atitude de abstenção crescente que adoptam em relação ao exercício da cidadania.(..."

"(...) As minhas posições políticas são a defesa da intimidade e da obsessão inteletual. Atendem à imemorial injunção que Dante pronuncia por meio da voz de Ulisses : "Não fomos feitos para viver como brutos, come bruti , mas para seguir a virtude e o conhecimento, onde quer que nos levem , e seja a qual for o seu custo pessoal e social." (...)"
Fonte: http://zupzirup.blogspot.com/