sábado, 2 de junho de 2012

Pocket Guide to Interpersonal Neurobiology : An Integrative Handbook of the Mind

http://drdansiegel.com/books/pocket_guide_to_interpersonal_neurobiology/

What is the mind? What makes a healthy mind? How do we become aware and come to know about life? And perhaps most importantly, what are the connections among the mind, brain, and relationships? From psychologists to linguists, neuroscientists to philosophers, people have explored the nature of mental life, yet no interdisciplinary framework has existed for wisely answering these fundamental questions or even offering a definition of what the mind is. Here, Siegel bridges domains of knowledge to offer a book that reveals the way the mind works via a format that reflects the brain’s natural mode of learning (flip the Pocket Guide open to any page and you will find an “entry point” that guides you to explore, in your own way, the web of integrated knowledge). Walking us through the intricate foundations of interpersonal neurobiology, Siegel allows us to see the personal and professional applications of this exciting new approach to developing a healthy mind, an integrated brain, and empathic relationships.

Rio+20 e a Economia Verde : À procura do Rio dos 99%

http://www.gaia.org.pt/node/16307

Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Junho a Assembleia Geral das Nações Unidas vai realizar uma cimeira no Rio de Janeiro para assinalar o vigésimo aniversário da primeira Cimeira da Terra, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), que decorreu na mesma cidade em 1992.

Nesta cimeira foi estabelecida a primeira agenda global para o desenvolvimento sustentável, com a adopção da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC) e a Convenção de Combate à Desertificação. Foi também estabelecida a Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD) para assegurar o efectivo acompanhamento da UNCED "Cimeira da Terra".

Vinte anos depois, a vida tornou-se mais difícil para a maioria dos habitantes do planeta. O número de pessoas famintas aumentou para quase um bilião, sendo as mulheres e os pequenos agricultores os mais afectados. Enquanto isso, o ambiente está a esgotar-se rapidamente, a biodiversidade está a ser destruída, os recursos hídricos estão a escassear e o clima está em crise. O nosso futuro na Terra está seriamente prejudicado e comprometido, enquanto a pobreza e as desigualdades continuam a aumentar.

A ideia de desenvolvimento sustentável apresentada em 1992, que fundiu as preocupações relacionadas com desenvolvimento e ambiente, não resolveu o problema porque não travou o sistema capitalista na sua corrida pelo lucro à custa dos recursos humanos e naturais. O sistema alimentar está cada vez mais nas mãos de grandes corporações que procuram apenas maximizar o seu lucro.

As Nações Unidas consideram que os últimos vinte anos foram de progresso e mudança, apesar dos contratempos da crise financeira e económica, aliadas à flutuação dos preços nos alimentos e na energia. A insegurança alimentar, as alterações climáticas e a perda da biodiversidade, prejudicaram os possíveis ganhos no desenvolvimento. Segundo a UNEP, o programa ambiental das Nações Unidas, a situação paradoxal em que nos encontramos deve-se principalmente à má alocação de capital. Durante as últimas décadas investiu-se em combustíveis fósseis, propriedade e activos financeiros em detrimento da energia renovável, eficiência energética, transporte público, agricultura sustentável, protecção da biodiversidade e conservação dos recursos hídricos. Mas no seu relatório “Towards a green economy”, a agência coíbe-se de fazer a ligação entre o modelo global de comércio e o agravamento das condições ecológicas e sociais.

A Global Alliance for Rights of Nature, admite que a comunidade internacional tem tentado nas últimas décadas parar e reverter as alterações prejudiciais para o ambiente, particularmente desde a Cimeira da Terra. Durante este período, um volume sem precedentes de tratados e leis ambientais foram aprovados e implementados a nível nacional e internacional. No entanto, estes têm sido quase universalmente ineficazes na prevenção da degradação dos sistemas ecológicos de que os seres humanos e outras espécies dependem. Na realidade muitas tendências negativas continuam a aumentar, apesar dos esforços dos governos e ONGs em todos os países, o desenvolvimento sustentável continua a ser um objectivo distante e permanecem as principais barreiras e falhas sistémicas na implementação dos compromissos acordados internacionalmente.

Actualmente, novas evidências apontam para a gravidade das ameaças que enfrentamos. Para além dos novos desafios, a intensificação dos problemas anteriores exige respostas mais urgentes. As Nações Unidas dizem-se profundamente preocupadas com os cerca de 1,4 biliões de pessoas que ainda vivem na pobreza extrema e o sexto da população mundial subnutrida, à mercê da ameaça das epidemias e pandemias.

Segundo dados da UNEP, a crescente escassez ecológica é uma indicação de que estamos a esgotar os ecossistemas muito rapidamente e irreparavelmente, com consequências para o bem-estar actual e futuro. Um indicador importante do aumento mundial de escassez ecológica foi fornecido pelo Millennium Ecosystem Assessment (MEA), em 2005, que constatou que mais de 60 por cento dos bens e serviços dos principais ecossistemas mundiais foram degradados ou utilizados de forma insustentável.

Uma das razões pelas quais os sistemas legais e de governança contemporâneos fracassaram é porque foram projectados para facilitar e legitimar a exploração insustentável da natureza. A visão da natureza como propriedade tem vindo a fortalecer as relações de exploração entre os seres humanos e a natureza. Em vez disso, os governos devem reconhecer que a pressão humana sobre a capacidade da Terra já está acima dos níveis sustentáveis, afectando principalmente as populações pobres e vulneráveis e pondo em perigo o bem-estar de todas as formas de vida.

A UNEP define a economia verde como aquela que resulta em "melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, que simultaneamente reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica "(UNEP 2011). Na sua expressão mais simples, uma economia verde tem reduzidas emissões de carbono, é eficiente na utilização dos recursos e é socialmente inclusiva.

No entanto, um dos primeiros estudos económicos a investigar esta abordagem capitalista do desenvolvimento sustentável concluiu que, uma vez que as economias actuais estão continuamente a esgotar o capital natural para garantir o seu crescimento, o desenvolvimento sustentável é inatingível (Pearce et al., 1989).

A economia capitalista, baseada na sobre-exploração dos recursos naturais e dos seres humanos, nunca poderá ser "verde" porque se baseia no crescimento ilimitado num planeta que atingiu os seus limites e na mercantilização dos recursos naturais remanescentes que até agora se mantiveram sem valor nos mercados e controlados pelo sector público.

Não basta “pintar” o sistema actual de verde, é necessária uma verdadeira mudança de paradigma. O “greening” da economia baseia-se na mesma lógica e mecanismos que estão a destruir o planeta. Por exemplo, procura incorporar os aspectos da falhada "revolução verde" duma forma mais ampla, a fim de garantir as necessidades dos sectores industriais de produção, tais como promover as patentes sobre plantas e animais e os organismos geneticamente modificados.

Neste período de crise financeira, o capitalismo global procura novas formas de acumulação, a “economia verde” não é mais do que a sua máscara enquanto procura novos mercados baseados no “capital natural”, para se apropriar dos recursos naturais do mundo como matéria-prima para a produção industrial, como sumidouro de carbono ou mesmo para especulação. Esta tendência é visível através do aumento do land grabbing por todo o mundo, para a produção de culturas para exportação e agro-combustíveis. Novas propostas como a "intensificação sustentável" da agricultura, também cumprem o objectivo das corporações e do agro-negócio de sobre-explorar a Terra, colocando o rótulo de "verde" e forçando os camponeses a depender de sementes e insumos de alto custo.

A economia verde procura garantir que os sistemas biológicos e ecológicos do nosso planeta permaneçam ao serviço do capitalismo, pela intensa utilização de várias formas proprietárias de geo-engenharia, tecnologias sintéticas e biotecnologias, como a engenharia genética, peças-chave da agricultura industrial promovidas no âmbito da "economia verde".

São necessárias políticas de base para atender às necessidades da humanidade. Precisamos de iniciativas políticas práticas que fortaleçam a soberania alimentar, reduzam os danos ambientais e apoiem o trabalho inovador de pequenos agricultores e camponeses. Os movimentos sociais de base ecológica e camponesa exigem que o mundo dê três passos cruciais na Cimeira RIO+20:
  1. estabelecer um mecanismo participado de avaliação das tecnologias; 
  2.  proibir tecnologias que não oferecem garantias de segurança nem equidade como a geo-engenharia e a engenharia genética;
  3. apostar na via da pequena agricultura camponesa para alimentar o mundo.
A governança dos nossos recursos naturais deve ser invertida de “top-down” para “bottom-up”, assegurando a autonomia dos povos e comunidades em determinar as suas próprias políticas de produção alimentar, cultivando para além de comida e outros bens essenciais, um profundo respeito pela diversidade da Natureza e da Cultura.

Fonte : http://www.gaia.org.pt/node/16307

Site da Cimeira RIO+20 : http://www.uncsd2012.org/rio20/

New Report : Who Will Control the Green Economy?

http://www.etcgroup.org/en/node/5296

New report on Corporate Concentration in the Life Industries

[download entire report - PDF]

[download news release - PDF]

[download info "What you will find in WWCTGE" - PDF]

Jump below: “What you will find in the 'Who Will Control the Green Economy?' Report – Dec 2011

From the UN Rio+20 preparatory meetings in New York, ETC Group today launches Who Will Control the Green Economy? The 60-page report connects the dots between the climate and oil crises, new technologies and corporate power. The report warns that the world’s largest companies are riding the coattails of the “Green Economy” while gearing up for their boldest coup to-date – not just by making strategic acquisitions and tapping new markets, but also by penetrating new industrial sectors.

DuPont, for example, already the world’s second largest seed company and sixth largest company in both pesticides and chemicals, is now a powerhouse in plant-based materials, energy and food ingredients. DuPont’s business plan is not unique. Other major players in seeds, pesticides, chemicals and food – including Monsanto, Syngenta, Dow, BASF and Unilever – are also making strategic investments in risky technologies and forming R&D collaborations in hopes of turning plant biomass into all kinds of high value products – and profit.

Since the turn of the millennium, the vision of a bio-based economy has been taking shape; with its promise to solve the problems of Peak Oil and climate change and to usher in an era of sustainable development, it quickly acquired a patina of ‘green.’ New technologies, primarily synthetic biology or extreme genetic engineering, enabled by advanced bioinformatics and genomics, are the bioeconomy’s engine while agricultural feedstock is its fuel.

While seductive, the new green techno-fixes are dangerous because they will spur even greater convergence and concentration of corporate power and unleash privately owned technologies into communities that have not been consulted about – or prepared for – their impacts. If the “Green Economy” is imposed without full intergovernmental debate and extensive involvement from peoples’ organizations and civil society, the Earth Summit to take place in Rio de Janeiro 20-22 June 2012 risks becoming the biggest Earth Grab in more than 500 years.

ETC Group’s Kathy Jo Wetter explains: “The goal is not to reject the green economy or technologies, but these are tools that must be guided by strong social policies. Agenda 21 called for technology assessment back in 1992 and the need for such a precautionary tool, that includes strict oversight of corporate concentration, is now more urgent than ever before.”

Alberto Gomez, of La Via Campesina, adds: “Corporate control over our food system threatens peasant farmers around the world. We already produce 70% of the world’s food, but our ability to do so in an agro-ecological way is being undermined by the kind of corporate control this report documents.”

Who Will Control the Green Economy?
will be launched at the Rio+20 Intersessional meeting taking place in New York on December 15-16. Kathy Jo Wetter, one of the report’s researchers, will present the findings on Thursday, 15 December 2012, at 7 pm at a side-event on Agriculture at Rio+20, in Conference Room 6, North Lawn Building at the UN Headquarters. Alberto Gomez will also speak at this event.

Who will control the Green Economy? is available in English (http://www.etcgroup.org/en/node/5296), Spanish (http://www.etcgroup.org/es/node/5298) and will soon be available in French.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Yayo Herrero : Vivir bien con menos. Ajustarse a los límites físicos con criterios de justicia'

http://www.mrafundazioa.org/es/centro-de-documentacion/medioambiente/vivir-bien-con-menos

Yayo Herrero nos ha escrito el tercer número de Inguru Gaiak. En él, habla del problema fundamental que tenemos que afrontar estas décadas: es imposible un crecimiento consumista infinito en un planeta finito. Dice que la sociedad occidental puede vivir mejor con menos, pero siempre profundizando en la justicia social.

Durante demasiado tiempo el movimiento ecologista y el sindical han vivido de espaldas o confrontados. Un ecologismo social anticapitalista debe hacerse cargo de las contradicciones entre el capital y el trabajo, debe preocuparse por el mantenimiento de la negociación colectiva y del derecho del trabajo. Un sindicalismo que viva enraizado en los territorios reales no puede ignorar que el modo de producción capitalista se contrapone esencialmente al mantenimiento de la vida.

Debatir el propio concepto de trabajo para que incluya no sólo la llamada producción, sino también la reproducción y la gestión del bienestar cotidiano que recae en los hogares; explorar qué sectores y actividades sirven para satisfacer necesidades humanas y cuáles hipotecan el futuro, incluso en el corto plazo; indagar qué alianzas y sinergias pueden hacer confluir en luchas comunes a movimientos como el sindical, el ecologista y el feminista, entre otros, ...Estas son tareas inaplazables en un momento en el que tejer alianzas y articular movimiento parece ser el único camino para resistir ante “el golpe de estado” neoliberal que vivimos y para construir otra realidad que pueda ser justa y compatible con el planeta que nos alberga.

Fuente : http://www.mrafundazioa.org/es/noticias/vivir-bien-con-menos

terça-feira, 29 de maio de 2012

Predator Nation : Corporate Criminals, Political Corruption, and the Hijacking of America

http://www.randomhouse.com/book/213722/predator-nation-by-charles-h-ferguson

Charles H. Ferguson, who electrified the world with his Oscar-winning documentary Inside Job, now explains how a predator elite took over the country, step by step, and he exposes the networks of academic, financial, and political influence, in all recent administrations, that prepared the predators’ path to conquest.
Over the last several decades, the United States has undergone one of the most radical social and economic transformations in its history.

· Finance has become America’s dominant industry, while manufacturing, even for high technology industries, has nearly disappeared.

· The financial sector has become increasingly criminalized, with the widespread fraud that caused the housing bubble going completely unpunished.

· Federal tax collections as a share of GDP are at their lowest level in sixty years, with the wealthy and highly profitable corporations enjoying the greatest tax reductions.

· Most shockingly, the United States, so long the beacon of opportunity for the ambitious poor, has become one of the world’s most unequal and unfair societies.

If you’re smart and a hard worker, but your parents aren’t rich, you’re now better off being born in Munich, Germany or in Singapore than in Cleveland, Ohio or New York.
This radical shift did not happen by accident.

Ferguson shows how, since the Reagan administration in the 1980s, both major political parties have become captives of the moneyed elite. It was the Clinton administration that dismantled the regulatory controls that protected the average citizen from avaricious financiers. It was the Bush team that destroyed the federal revenue base with its grotesquely skewed tax cuts for the rich. And it is the Obama White House that has allowed financial criminals to continue to operate unchecked, even after supposed “reforms” installed after the collapse of 2008.

Predator Nation reveals how once-revered figures like Alan Greenspan and Larry Summers became mere courtiers to the elite. Based on many newly released court filings, it details the extent of the crimes—there is no other word—committed in the frenzied chase for wealth that caused the financial crisis. And, finally, it lays out a plan of action for how we might take back our country and the American dream.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

John Taylor Gatto : Weapons of Mass Instruction

http://www.newsociety.com/Books/W/Weapons-of-Mass-Instruction2

John Taylor Gatto's Weapons of Mass Instruction focuses on mechanisms of familiar schooling which cripple imagination, discourage critical thinking, and create a false view of learning as a by-product of rote-memorization drills. Gatto's earlier book, Dumbing Us Down, put the now-famous expression of the title in common use worldwide. Weapons of Mass Instruction promises to add another chilling metaphor to the brief against schooling.

Here is a demonstration that the harm school inflicts is quite rational and deliberate, following high level political theories constructed by Plato, Calvin, Spinoza, Fichte, Darwin, Wundt, and others, which contend the term "education" is meaningless because humanity is strictly limited by necessities of biology, psychology, and theology. The real function of pedagogy is to render the common population manageable.

Realizing that goal demands the young be conditioned to rely upon experts, conditioned to remain divided from natural alliances, conditioned to accept disconnections from the experiences, which create self-reliance and independence.

Escaping this trap requires a different way of growing up, one Gatto calls "open source learning." In chapters such as "A Letter to Kristina, my Granddaughter"; "Fat Stanley"; and "Walkabout:London", this different reality is illustrated.

John Taylor Gatto is an internationally renowned speaker who lectures widely on school reform. He taught for 30 years in public schools before resigning on the op-ed pages of the Wall Street Journal during the year he was named New York State's official "Teacher of the Year." On April 3, 2008, the Kennedy School of Government at Harvard credited Mr. Gatto with adding the expression "dumbing us down" to the school debate worldwide.